segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Alturas há, em que tudo o que queremos, é que o tempo passe. Não o tempo todo, só uma parte do tempo, aquele momento que nos aflige, quando não sabemos o que fazer, quando ainda não encontramos a solução, a resposta, a qual, sabemos, vamos vir um dia a encontrar ou pelo menos a esquecer, tal como o problema em si, o problema que nos deixa ansiosos e como tal, desejosos para que o tempo passe e chegue ao futuro, o mais rápido possível, para o momento em que o problema deixou de o ser, ou passou a ser apenas uma mera memória. Mas, por outro lado, pensamos, que quando queremos que o tempo passe, não o estamos a aproveitar, antes, estamos a desperdiça-lo, e pior, não porque queremos, mas porque foi assim que tudo se conjugou, para que nesse momento um problema surgisse, sendo que tudo acaba por girar à volta do mesmo, acabando o mesmo por, de um modo outro, comprometer o nosso aproveitamento do tempo, aumentando o desejo para que o mesmo passe rápido, como se quiséssemos fugir para o futuro, para um lugar onde julgamos saber que o mesmo já não existe. Talvez a vida assim seja, em que o tempo apenas é bom quando nada há que o perturbe, sobretudo, quando não está contaminado por algo que nos leva a querer ultrapassa-lo, ao invés de usufruir do mesmo.

1 comentário:

Psiuuuu!!Sou eu! disse...

Dalai Lama diz: Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
E eu acrescento, agimos movidos pelo passado que trazemos e ansiosos pelo que ainda não aconteceu no amanhã, e deixamos de viver o presente. A maior parte das nossas inquietações são por coisas que nem se chegam a concretizar.
Sei que na teoria é fácil, mas tenho percebido que precisamos de viver o presente de maneira diferente, porque é o meu hoje que vai definir o meu amanhã. Não há problema para o qual não haja solução aos olhos de Deus.