segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Quando...

Quando deixamos de acreditar deixamos de sentir. Passamos de intérpretes da nossa vida a meros espectadores da mesma, isto porque nos sentimos longe, longe do mundo, de nós próprios, de tudo aquilo que nos fazia sentir bem, do que nos dava prazer e ânimo para continuar. No fundo, sem sentir parecemos sombras, sentimo-nos vazios, sem rumo, apenas umas meras máquinas que se limitam a cumprir as suas tarefas básicas, aguardando que algo surja, algo que nos possa voltar a colocar na dianteira daquilo a que se chama vida. E esperar por isso, ficar sujeito ao que de externo nos possa conduzir a uma revolução interna, que nos possa acender e fazer explodir, é doloroso, tanto mais quanto mais tempo durar esse capítulo, da mesma forma que, pela condicionante temporal, mais agravado fica o nosso estado, até ao ponto de temermos deixar de ser, ou voltar a ser.

1 comentário:

GATA disse...

Há coisa em que nunca acreditei, outras em que acreditava mas deixei de acreditar, e outras em que ainda acredito... E, entretanto, vou (sobre)vivendo...