terça-feira, 21 de junho de 2016

Peso

E o peso esmaga-me a alma, e a alma esmaga-me o peso e no fim de contas ambos se esmagam eternamente, sobrando o sonho, etéreo e fugaz, para fazer o peso somado esquecer. Do peso vem a responsabilidade, da alma vem a liberdade, juntos misturam-se num labirinto, onde ambos convergem, ambos convivem, sendo que nem uma coisa nem outra se acabe por manifestar por completo, criando algo ainda mais denso, que é e não é ao mesmo tempo, sendo tudo e nada de igual forma para nada ser, a não ser lastro que ainda mais pesa. E conjugados ambos me esmagam, sobrando o céu para sonhar, o qual roda ao meu redor, parecendo tão próximo e tão distante e na pequena claridade que fornece a luz, escapa-se algo que promete o que não pode prometer, que conduz para a leveza que não se tem, substitui o labirinto por uma planície, que faz fechar os olhos e dormir, dormir tão só até voltar a acordar, onde tudo, de novo, se volta a sentir.

1 comentário:

AC disse...

Está sol lá fora. Os dias estão grandes e lindos. Que tal uma praia ao fim do dia? Uma esplanada e um Gin Tónico com uma folha de hortelã e uma casca de limão enquanto o sol se põe e o barulho do mar nos alerta os sentidos?

Embora nessa, Vanessa!

Beijinho a cheirar a Verão.