terça-feira, 6 de setembro de 2016

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E por um momento paras. E nesse instante percebes algo. Percebes que muito passou sem teres notado, que o mundo continuou a rodar e tu pareces ter ficado parado. Que há coisas que perdestes e não vais conseguir recuperar. Que outras há, que pensas ainda estares a tempo de concretizar. Que deixaste para trás mais do que eventualmente vais conseguir recuperar à frente. E o tempo esse continua a passar, a correr-te por entre os dedos, e ao invés de o tentares acompanhar, de correres com ele, preferes, ainda, continuar a observa-lo a escapar-se, como se a estagnação, ao invés de um estado, fosse cada vez mais a tua própria essência, e talvez por isso, apenas com dificuldade consegues parar, porque quando paras acabas por tomar consciência do que realmente és e não queres ser, sem que, no entanto, daí surja algum caminho ou solução que possibilite o inverter a situação.

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