terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Constatação #103

É mais fácil ver o passado com os olhos do presente, do que ver o futuro com os olhos do passado.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os conselheiros

Existe sempre quem nos queira oferecer conselhos, ou pelo menos é essa a capa que usam para de facto nos estarem a criticar. E criticam na medida que nós não reagimos como deveríamos, oferecendo de imediato a solução e solução é termos de ser, sem o dizerem directamente, praticamente iguais a eles, seguir o seu exemplo, como se exemplos fossem. O facto é que tal não ajuda, ao invés, se nos sentimos mal devido às nossas limitações, pior ficamos quando alguém gosta de as sublinhar e até descobri-las onde não as encontramos, acabando basicamente por nos apontar mais defeitos do que aqueles que conseguimos vislumbrar, tudo para “venderem” logo de seguida o seu belo conselho, onde obviamente acabam, de facto, por se enaltecerem a si próprios de forma indirecta. E depois o resultado é sentirmo-nos miseráveis, inseguros, instáveis, porque nos deixam a pensar, porque nos deixam preocupados com aquilo que somos, como se até ali não tivéssemos sido nada, não tivéssemos alcançado nada e a verdade sobre nós apenas tivesse sido descoberta quando estas criaturas connosco se cruzaram e ministrando sobre nós a sua imbatível sapiência, para depois, aí sim, conseguirem fazer de nós alguém que até aí, segundos os próprios, nunca fomos. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Errar

Não existem verdades absolutas, no entanto, se há coisa que é absoluta é a vida, porque só temos esta para viver e pouco tempo para o fazer. Gostaríamos de ter mais oportunidades, de poder fazer reset muitas mais vezes, voltar ao inicio, começar, errar e voltar a jogar. Mas não. Vivemos, erramos e passamos metade do tempo a reparar/apagar os erros, os quais tantas vezes não têm forma de serem de apagados ou reparados. Sentimo-nos presos a eles porque eles de facto nos prendem, a atenção, o tempo, a vontade, as energias e viver passa somente a ser isso e nada mais. No entanto, se o conseguimos fazer, receamos cometer novos erros e no receio vive a morte, o estatismo, a falta de vontade de tudo fazer, de arriscar, porque pensamos que liberdade é não estarmos presos, mas presos estamos se nos escusamos a viver.